samedi 9 juin 2018

A PORTA PEGA-GORDO - Os monges do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, a 88 quilômetros de Coimbra, em Portugal, eram submetidos na Idade Média a um tratamento infalível contra a obesidade. Até hoje não foi superado por nenhuma dieta. Os monges que comiam no refeitório eram obrigados a buscar a própria comida na cozinha ao lado. Ninguém podia servi-los. O problema é que precisavam atravessar uma porta. E daí? É que a porta media 2 metros de altura e apenas 32 centímetros de largura. Quem não conseguisse ultrapassá-la ficava sem comer e, obviamente, emagrecia velozmente.
Os superiores dos monges recorreram à porta pega-gordo porque a gula é um dos sete pecados capitais e a obesidade os tornava menos aptos aos trabalhos braçais. Os religiosos pertenciam à extinta Ordem de Cister, cujos seguidores trabalhavam como agricultores e produziam tudo que consumiam. Em 1834, eles foram obrigados a abandonar o mosteiro, pelo decreto governamental que suprimiu as ordens religiosas de Portugal. Hoje, o Mosteiro de Alcobaça, considerado uma das sete maravilhas de Portugal, funciona como museu. Uma de suas atrações é justamente a porta pega-gordo, que pretendo revisitar em novembro, quando for a Portugal. Espero não engordar demais até lá. J.A.DIAS LOPES

FOTO: a porta-pega gordo, atualmente apenas uma atração turística.

jeudi 7 juin 2018

Nada acontece por acaso




















O rouxinol e a rosa vermelha


Era uma vez, um Rouxinol que vivia num jardim. 

No jardim havia uma casa, cuja janela se abria todas as manhãs. 
Nessa  janela, um jovem, comia pão, olhando para as belezas do jardim. Sempre deixava cair umas migalhas de pão. 
O Rouxinol, comia, pensando que o jovem as deixava cair de propósito para ele. Assim criou um grande afeto, pelo jovem. 
O jovem um dia apaixonou-se. Ao declarar o amor á sua amada, ela disse que só aceitaria o seu amor, se como prova, ele lhe desse, na manhã seguinte, uma rosa vermelha. 
O jovem, percorreu todas as floriculturas da cidade, mas, sua busca foi em vão, não encontrou nenhuma rosa vermelha para dar a sua amada. Triste, o jovem foi falar com o jardineiro da casa onde vivia.
  E ele explicou -lhe, que poderia dar-lhe outra flor, tal como amores perfeitos, violetas, Cravos, mas não rosas!
Não era  época delas, impossível consegui-las, naquela estação.
 O Rouxinol, que escutava a conversa, ficou triste pela desolação do jovem, teria que fazer algo para ajudar seu amigo, a conseguir a flor. 

Assim, a ave procurou o Deus dos pássaros e perguntou-lhe o que devia fazer para conseguir a flor:
 -Podes conseguir  uma Rosa vermelha para o teu amigo, mas o sacrifício é grande, e pode custar-te a vida! 
- Não importa respondeu a ave. O que devo fazer?
 - Bem, terás que entrar no meio da roseira, e cantar toda a noite sem parar, o esforço é muito grande, o teu peito pode não agüentar.
 - Assim farei, respondeu a ave, é para a felicidade de um amigo! Quando escureceu, o Rouxinol entrou no meio da roseira, que ficava frente a janela do jovem. Ali, se pôs a cantar, seu canto mais alegre.

Um grande espinho começou a entrar no peito do Rouxinol, quanto mais ele cantava, mais o espinho entrava em seu peito. O rouxinol não parou, continuou o seu canto, pela  felicidade do amigo, um canto que simbolizava a gratidão, e a amizade. 
Do peito da pobre ave, começou a escorrer sangue, que se foi acumulando sobre o galho da roseira. 
Pela manhã, ao abrir a janela, o jovem deparou-se com a mais linda rosa vermelha,nem se questionou frente ao milagre, apenas colheu a rosa. 

Ao ver o corpo inerte da pobre ave, o jovem disse: 
- Que ave estúpida! Tendo tantas árvores para cantar, foi se enfiar justamente no meio da roseira com tantos espinhos..
. Cada um dá o que tem no coração, Cada um recebe com o coração que tem.....

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